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Bom dia Dom Fernando – 16 de abril

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Muito bom dia queridos irmãos e irmãs, ouvintes da nossa Rádio Olinda.

Continuando a oitava da Páscoa, em nosso programa de hoje gostaria de comentar, à luz de Atos 3,1-26, apresentados nas primeiras leituras das Missas de ontem e hoje, o início da perseguição à Igreja, que marcou os três primeiros séculos, até a oficialização do cristianismo. Jesus Cristo em sua caminhada catequética para Jerusalém já havia advertido seus apóstolos que, para segui-lo seria necessário assumir a cruz. Disse Ele em Mateus 16,24: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me”. Portanto, a cruz sempre fez e continuará fazendo parte da vida dos cristãos.

O texto acima narra do momento em que Pedro e João sobem ao templo para a oração das três horas da tarde, assim nos falando: “trouxeram um homem, coxo de nascença, que costumavam colocar todos os dias na porta do Templo, chamada Formosa, a fim de pedir esmola aos que entravam. Quando viu Pedro e João entrando no Templo, o homem pediu uma esmola. Os dois olharam bem para ele e Pedro disse: Olha para nós! O homem fitou neles o olhar, esperando receber alguma coisa. Pedro então lhe disse: Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda! E pegando-lhe a mão direita, Pedro o levantou. Na mesma hora, os pés e os tornozelos do homem ficaram firmes. Então ele deu um pulo, ficou de pé e começou a andar. E entrou no Templo junto com Pedro e João, andando, pulando e louvando a Deus.”

Primeiramente, gostaria de destacar o que foi fazer Pedro e João no Templo às 15 horas. Trata-se de uma das horas canônicas, em que as comunidades se reúnem, desde a Igreja primitiva até os tempos atuais, a Liturgia das Horas. Portanto, ali estavam os apóstolos para rezar com a comunidade e é neste ambiente que o sinal de Deus se realiza na vida daquele paralítico. Depois é preciso entender as consequências desse ato de amor realizado por Pedro. Os Mestres da Lei que haviam condenado Jesus achavam que matando o Filho de Deus, toda a ameaça ao judaísmo estava resolvida. Mas, de repente Jesus se multiplica na vida e ação dos apóstolos e de todos que vão acolhendo a Boa Nova da Salvação, como aquele pedinte da porta do Templo, que acabara de ser curado.

No próprio Templo, diante de todo o povo que estava espantado com o ocorrido, Pedro faz um corajoso e profético discurso dando testemunho de Jesus Cristo, que foi injustamente crucificado e Deus o ressuscitou dos mortos. E assegura que foi em Seu nome que aquele homem foi curado. Fala, em seguida, da misericórdia de Deus e convida todos, inclusive os mestres da lei e os fariseus à conversão e ao arrependimento, para receberem o perdão de seus pecados.

Começam aí as perseguições aos apóstolos e a todos aqueles que iam aderindo à fé cristã. A Igreja é alicerçada no sangue dos mártires que corajosamente nada temeram diante da necessidade de testemunhar Jesus Cristo e seu Reino. Quanto mais a Igreja era perseguida, mas aumentava o número dos que abraçavam a fé.

Concluo invocando a intercessão dos incontáveis mártires da Igreja de todos os tempos, diante desta pandemia que o mundo enfrenta: Santos mártires da Igreja, que corajosamente enfrentastes tribulações pelo nome de Jesus e vos mantivestes fiéis até o fim. Intercedei por nós e pelo mundo inteiro! Diante da dor porque passamos, nós vos pedimos, ajudai-nos a sermos fiéis à nossa fé e ao compromisso batismal. Encorajai-nos a crescer na unidade e a vê-la como instrumento de fortaleza e caminho para a vitória.  Que o mundo seja menos egoísta e mais solidário, ao conscientizar-se de que não podemos tudo. Que todos e todas cresçamos no Amor e em momento algum cedamos ao desânimo, mas acreditemos que tudo vai passar porque Deus nos ama e é fiel. Amém!

Desejo a todos e todas um dia de paz e tranquilidade. Amanhã, se Deus quiser voltaremos a nos encontrar.

Sobre todos e todas, venham as bênçãos do Pai, Filho e Espírito Santo.

 

Dom Antônio Fernando Saburido

Arcebispo de Olinda e Recife

 

 

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