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Bom dia Dom Fernando – 17 de abril

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Muito bom dia meus irmãos e irmãs, ouvintes da nossa querida Rádio Olinda.

Estamos concluindo mais uma semana do nosso encontro diário neste tempo de pandemia. Em nossos programas matinais, tenho procurado orientá-los e animá-los espiritualmente, diante desta problemática que tanto tem nos assustado.  Nesta sexta-feira, 17 de abril, gostaria de propor a vocês uma avaliação, sobre a maneira como estamos nos conduzindo diante de tudo o que vem acontecendo e, sobretudo, a forma como estamos lidando com as pessoas que estão sob nossos cuidados, enquanto família biológica, eclesial, religiosa, profissional ou social. Dirijo-me a vocês, queridos radiouvintes: idosos, adultos, jovens, adolescentes, trabalhadores, desempregados, líderes e liderados, independentemente da situação em que se encontrem ou posição que ocupem. Faço isso, apresentando algumas questões que ficarão sem resposta de minha parte, mas cada um procure pensar e responder de acordo com sua consciência.

Tenho escutado testemunhos de muitas pessoas, se dizendo desesperadas com tantas notícias negativas e impacientes com as determinações governamentais de distanciamento social e quarentena, sem saber até quando. Pergunto: Será que os caros irmãos e irmãs estão mesmo convencidos da gravidade do problema que o mundo enfrenta, com a presença do Covid-19, e da necessidade das rigorosas medidas de prevenção determinadas? Nós católicos, como as demais denominações religiosas e a sociedade em geral, estamos impedidos de nos reunir, pelo menos em maior número. Para nós católicos se pede, inclusive, a abstinência dos sacramentos, sobretudo, da Eucaristia que tanta gente costuma receber, até diariamente. Pergunto: Nossas celebrações estão sendo transmitidas pelos meios de comunicações sociais. Estamos entendendo e aceitando bem essa alternativa que, pessoalmente, vejo como um dom de Deus, neste presente momento?  Tenho assistido essas celebrações pela TV ou redes sociais, de maneira resignada, unido à minha família, com fé e piedade e feito minha comunhão espiritual? Não devemos enxergar apenas o lado negativo dos acontecimentos. Tenho conseguido enxergar algo positivo, para minha vida e para a vida da minha Igreja, diante de toda esta dolorosa experiência? Enquanto família, por exemplo, estamos percebendo a importância de estarmos mais próximos e fortalecidos no enfrentamento dos problemas, como verdadeira Igreja Doméstica? Na caminhada eclesial, alguma coisa está mudando no âmbito pastoral? Eu recebi, inclusive, sugestão para, passada a pandemia, convocar uma Assembleia Arquidiocesana e rediscutir a caminhada pastoral. Apesar de todo sofrimento, muitas pessoas, sem escrúpulo, espalham o medo e até compartilham Fake News. Sinto-me culpado ou omisso nesse campo? O que tenho visto ou lido nesses dias de recolhimento? Agora que o tempo está sobrando, tenho melhorado minha vida de oração e a assistência aos pobres e necessitados? Afinal, diante de tudo isso, como anda minha vida espiritual?

Coloque-se hoje diante de Deus, não precisa ser agora, e silenciosamente, sem pressa, procure dar suas respostas. A Rádio Olinda, inclusive, tem disponibilizado o texto dessas reflexões diárias. Acesse e reveja as questões. Entendendo que se faz necessário mudar algo em sua vida, tenha coragem e dê o passo seguro e necessário, com alegria. Certamente não se arrependerá, você vai perceber isso. Não tenha medo! É a Palavra que os Evangelhos têm nos repetido nesses últimos dias da oitava da Páscoa, sobretudo nos encontros dos anjos e do próprio Cristo ressuscitado com Maria Madalena.

Desejo a todos vocês um dia bastante feliz e um final de semana cheio de notícias agradáveis. Até a próxima segunda-feira se Deus quiser.

Sobre todos e todas, venham as bênçãos de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo

 

Dom Antônio Fernando Saburido, OSB

Arcebispo de Olinda e Recife

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