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Bom dia Dom Fernando – 7 de abril

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Muito bom dia amados irmãos e irmãs, que a cada manhã estão sintonizados conosco nesse encontro fraterno, através da nossa querida Rádio da Família. 

Inicio hoje nosso encontro apresentando uma sugestão que certamente vai lhes fazer muito bem. Muitos de nós estamos em quarentena, alguns já vinham recolhidos por problemas de idade ou saúde, outros iniciaram há pouco em obediência às  recomendações das autoridades responsáveis, devido ao novo coronavírus. O fato é que estamos com bem mais tempo, e muitas vezes buscamos algo para preenchê-lo. Para os que não têm esse hábito salutar, recomendo iniciar, cada manhã, meditando o evangelho proposto pela Igreja para o dia, podendo inclusive fazer uso das tantas reflexões que se pode encontrar na mídia. Façam isso pensando na importância desse gesto por duas razões: primeiro, porque você estará sendo alimentado diariamente pela Palavra de Deus, depois, porque estará em sintonia com todo o universo católico. 

Nossa Igreja é realmente impressionante! Imagine que em todo o mundo, diariamente, todos os católicos meditam o mesmo texto da Palavra de Deus. Participando da celebração eucarística em qualquer lugar, independentemente de nação, língua, cor ou cultura, o evangelho é sempre o mesmo, a não ser que por razão especial se celebra uma Missa votiva. Isso representa um maravilhoso sinal de unidade. Daí a importância de estarmos inseridos nessa grande corrente de meditação e oração ao rezarmos conjuntamente, sob inspiração do evangelho do dia.

Nesta terça-feira, dia 07 de abril, por exemplo, continuamos a meditação do evangelho de São João, no capítulo 13, que trata do mistério da traição de Judas, de Pedro e de todos nós. Segundo o evangelista, durante a última ceia, Jesus ficou profundamente comovido e testemunhou: “Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me entregará”. Pedro que sempre toma iniciativa fez sinal ao discípulo amado, que estava ao lado de Jesus, para perguntar a quem Ele se referia. No final do relato do evangelho, aquele que foi escolhido para ser a Pedra, sobre a qual a Igreja será edificada, cometeu semelhante atitude e escutou de Jesus a dura verdade: “o galo não cantará, antes que me tenhas negado três vezes”. Essa, meus amados irmãos e irmãs é a experiência do grupo, chamado pelo próprio Jesus, para formar a primeira comunidade cristã. Trata-se, portanto, de pessoas humanas com suas virtudes, mas também cheias de limitações e fraquezas. Jesus soube ser paciente com eles, tendo sempre palavras e gestos de misericórdia.

Que conclusões devemos tirar, cada um de nós, diante de tudo isso? Se os apóstolos deram sinais de fraqueza, imaginemos nós, povo infiel e de cabeça dura. Verdadeiramente, precisamos nos esforçar por crescer na humildade e confiantemente rezar, como o publicano da parábola de Lucas 18,13: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador!” Acreditando na sua imensa misericórdia continuemos nossa caminhada e entendamos que para obter misericórdia, precisamos fazer uso de semelhante atitude para com os que nos ofenderam. Recordemo-nos sempre o que rezamos no Pai Nosso: “Perdoai-nos assim como nós perdoamos”.

Em tempos de pandemia, não vai faltar tempo para avaliar, com seriedade, nossa vida espiritual. Analisar, sobretudo, o lugar que Deus ocupa em nossa existência.  Somente sua presença poderá nos dar o equilíbrio necessário para manter a fé e a esperança, valores que não podemos, absolutamente, deixar faltar em tempo de provação. 

Confiantes, sigamos nossos caminhos alimentados pela Palavra de Deus, nas famílias e em comunhão espiritual com nossas comunidades.

Desejo a todos e todas um dia tranquilo. Amanhã, se Deus quiser voltaremos a nos encontrar.

Sobre todos e todas, venham as bênçãos do Pai, Filho e Espírito Santo. 

 

Dom Antônio Fernando Saburido, OSB

Arcebispo de Olinda e Recife

 

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