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Bom Dia Dom Fernando em 9 de abril

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Bom dia meus amados filhos e filhas, ouvintes da nossa querida Rádio Olinda

Hoje é quinta-feira Santa, dia em que celebramos a instituição da Eucaristia e do sacerdócio ministerial. Pela primeira vez em sua história nossa Igreja Particular de Olinda e Recife é privada de celebrar na manhã da quinta-feira Santa a tradicional Missa do Crisma, com a participação de todo o clero, dos seminaristas, representantes da vida religiosa e consagrada, e dos nossos leigos e leigas. A cada ano vivenciamos com muita alegria e emoção essa celebração da unidade eclesial em torno do pastor e nessa ocasião os padres têm oportunidade de renovar seu compromisso sacerdotal.  

A pandemia do Covid-19, que atinge todo o mundo, nos obrigou a transferir a Missa do Crisma para mais adiante, talvez em Corpus Christi, se for possível. Nessa celebração costumamos abençoar os santos óleos dos catecúmenos, para ungir os que são acolhidos na Igreja pelo sacramento do Batismo e o óleo dos enfermos, para invocar a cura para os irmãos e irmãs doentes ou envelhecidos. Também consagramos solenemente o óleo do Santo Crisma que serve para a unção no sacramento da Crisma e nas ordenações ministeriais. 

À tarde, porém, nas Missas vespertinas, que acontecerão na Catedral às 17 horas, e em todas as igrejas matrizes da nossa arquidiocese, em horários diversos, transmitidas pelos meios de comunicações sociais, teremos oportunidade de celebrar a Missa da Ceia do Senhor. A liturgia dá especial ênfase à Instituição da Eucaristia, rememorando a última ceia realizada por Jesus Cristo no cenáculo, juntamente com seus apóstolos. Nessa ocasião Ele lavou os pés dos discípulos, dando a grande lição do serviço: “Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz” (Jo 13,13-15). Este ano, também por conta do novo coronavírus, faremos apenas a menção a esse eloquente gesto de Jesus, mas não haverá a encenação do lava-pés. 

Não tendo a presença física dos fiéis e não podendo fazer a adoração costumeira após a celebração da Ceia do Senhor, somos convidados a nos colocarmos em oração, em nossos lares, diante do Senhor Jesus, presente em nosso meio, quando estamos reunidos em seu nome. Nessa ocasião, não devemos esquecer de rezar pelos nossos padres que hoje celebram o seu dia. Foi exatamente na última ceia que ao instituir a Eucaristia Jesus determinou “Fazei isto em memória de mim” Lc 22,19).  Cada padre que sobe o altar para celebrar a Santa Missa, faz isso na pessoa de Jesus Cristo que é o verdadeiro celebrante. Claro que nesse dia de hoje seria muito oportuno e consolador receber a Santa Comunhão, mas na impossibilidade momentânea de fazer isso, também por amor aos irmãos evitando a possibilidade de contágio, que todos façam sua comunhão espiritual, muito conscientes da legitimidade desse ato de fé. Lembrem-se que todos estão apenas fisicamente ausentes de sua comunidade paroquial, mas completamente unidos na graça do Deus, nosso Pai, que nos reúne em seu nome. 

Esses dias de isolamento têm nos ensinado belas lições que marcarão para o futuro nossas vidas pessoais e eclesiais. Não tenham dúvida de que, diante de tudo isso, sairemos por um lado marcados pela dor e pela saudade dos que se foram, mas por outro, renovados na fé e no compromisso eclesial. Seremos uma Igreja diferente. Passaremos a valorizar mais nossos encontros, seremos mais fraternos e solidários. Que Deus nos dê força para superar todos os obstáculos que se colocam à nossa frente.

Um abençoado Tríduo Pascal para todos e todas!

Amanhã voltaremos a nos encontrar, se Deus quiser.

Sobre todos e todas, venham as bênçãos do Pai, Filho e Espírito Santo.

 

Dom Antônio Fernando Saburido, OSB

Arcebispo de Olinda e Recife

 

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