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Dom Fernando celebra dia da padroeira do Recife na Basílica do Carmo

Sexta-feira, 17 de julho de 2020, às 14h23 | Por Pascom AOR

O dia dedicado a Nossa Senhora do Carmo foi festejado de maneira diferente no Recife. Desde as 4 horas da manhã, havia fila para entrar na Basílica do Carmo, no centro da cidade. Com as regras de distanciamento social, poucas pessoas puderam participar das missas celebradas dentro da igreja construída em 1777, um dos pontos turísticos da capital.

O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, presidiu a missa solene das 9 horas da manhã, que foi transmitida ao vivo, para todo o Brasil, pela Rede Vida de Televisão. A missa foi concelebrada pelo vigário geral da Arquidiocese, monsenhor Luciano Brito; pelo provincial da Província Carmelitana de Pernambuco, frei Sormone; pelo reitor da Basílica do Carmo, frei Rosenildo Alexandre; pelo reitor do Santuário de Nossa Senhora da Conceição (do Morro de Casa Amarela), padre Luiz Vieira; e pelo pároco de Santa Ana (Camaragibe), padre Thales Figueirêdo.

Dom Fernando destacou a importância de Nossa Senhora para os católicos. Na homilia, comentou o trecho do Evangelho em que, da cruz, Jesus confiou a própria mãe ao apóstolo João, que levou Maria para sua casa. “É um convite para nós: levar Nossa Senhora para nossa casa, nosso coração, subir com ela o Monte Carmelo e fazer a experiência de paz, alegria e ternura”. E encerrou, dizendo: “Que Maria, a Flor do Carmelo, possa nos transformar em jardins preciosos onde o Senhor caminhe no mais íntimo de nossos corações”.

A preocupação com a pandemia não foi empecilho para os fiéis irem prestar homenagens à padroeira do Recife. Os devotos enfrentaram filas, fizeram orações diante da imagem de Nossa Senhora do Carmo, pagaram promessas, ofereceram flores. Muitos vestiam roupas amarelas e alguns, consagrados, vestiam-se com manto marrom como a Mãe do Carmelo. Dentro da igreja havia pouca gente e muito espaço – como manda o bom senso. Todos de máscara, inclusive os celebrantes. Com chuva pela manhã, não foi possível receber fiéis no claustro, área aberta no centro do convento do que abriga a Basílica. À tarde, foi diferente: no claustro, muitos usaram as sombrinhas para se proteger do sol.

Dentre os devotos estava Bevenuta. Surda, participava da missa ao lado da amiga Isabel Heloísa, também com surdez. A ajuda da intérprete Cristina foi fundamental para as duas não perderem detalhes importantes da missa. “Eu vinha para a festa pequenininha, acompanhando minha mãe, que era devota de Nossa Senhora do Carmo, mas era difícil porque não havia intérprete de Libras”, conta Bevenuta. “Quando comecei a trabalhar, enfrentei muitos problemas e vinha pedir forças aqui na Basílica. Virei devota também e agradeço a Igreja por providenciar uma intérprete para essa missa tão bonita”, completou.

O governador Paulo Câmara e sua esposa participaram da missa celebrada por dom Fernando pela manhã, assim como o prefeito Geraldo Júlio e esposa. A última missa em honra à padroeira foi celebrada às 15 horas.

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